CENTRO UNIVERSITÁRIO ALVES FARIA
Programa de Mestrado
Disciplina: Tópicos Avançados
Valdileuza Silva da Anunciação
Mestranda
BOATOS, TECNOLOGIA E TRABALHO: OS IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO DIGITAL SOBRE A POLÍTICA E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO JORNALISMO E DA CIÊNCIA
Artigo apresentado à disciplina de Tópicos Avançados, do curso de Mestrado do Centro Universitário Alves Faria, sob orientação da Professora Thami Covatti Piaia, como requisito avaliativo parcial.
Aluna: Valdileuza Silva da Anunciação
Professora: Thami Covatti Piaia
Goiânia
2026
BOATOS, TECNOLOGIA E TRABALHO: OS IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO DIGITAL SOBRE A POLÍTICA E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO JORNALISMO E DA CIÊNCIA
Valdileuza Silva da Anunciação[1]
RESUMO
Este artigo discute de que maneira os boatos, ampliados pelas tecnologias digitais, interferem na política e transformam o trabalho de quem produz informação, como jornalistas e pesquisadores. O texto parte da ideia de que boato não é exatamente a mesma coisa que fake news, embora os dois fenômenos estejam próximos e se misturem no dia a dia das redes sociais. Por meio de uma revisão da literatura recente sobre o tema, o trabalho mostra que aplicativos de mensagens e redes sociais deram aos boatos uma velocidade e um alcance que antes não existiam, o que aumenta a desconfiança da população em relação às instituições e dificulta o trabalho de quem precisa checar informações. São analisados exemplos ligados às eleições brasileiras de 2018, que ajudam a entender como a desinformação pode moldar debates políticos mesmo sem necessariamente decidir sozinha um resultado eleitoral. Ao final, discute-se como a tecnologia mudou a rotina de trabalho de jornalistas e cientistas, exigindo novas competências ligadas à checagem de fatos e à educação para o uso crítico da informação. Conclui-se que os boatos têm, sim, potencial de interferir no rumo da política, mas esse efeito depende do contexto social, da força das instituições e do investimento em formação crítica da população.
Palavras-chave: Boatos. Tecnologia. Trabalho. Política. Desinformação.
1 INTRODUÇÃO
Boatos sempre existiram na vida em sociedade, mas ganharam uma dimensão nova com a chegada das redes sociais e dos aplicativos de mensagens. Hoje, uma informação sem qualquer comprovação pode chegar a milhões de pessoas em poucos minutos, muitas vezes antes mesmo de qualquer jornalista ou pesquisador conseguir verificar se ela é verdadeira. Esse cenário afeta diretamente a política, pois boatos podem mudar a forma como as pessoas enxergam candidatos, partidos e instituições (Gomes, 2024).
Além do impacto político, esse fenômeno também transforma o trabalho de quem lida profissionalmente com informação. Jornalistas precisam apurar fatos com mais rapidez, cientistas políticos passam a estudar a desinformação como parte de sua rotina de pesquisa, e as próprias instituições públicas precisam desenvolver formas de resposta rápida a boatos que circulam pela internet. Ou seja, a tecnologia não muda apenas a política: ela também redefine tarefas, ritmos e exigências do trabalho ligado à informação.
A pergunta que orienta este artigo é a seguinte: os boatos, potencializados pelas tecnologias digitais, podem de fato mudar o rumo da política, e de que forma esse processo afeta o trabalho de jornalistas e pesquisadores? Para responder a essa questão, o texto está organizado em seis partes principais, além desta introdução, da metodologia, dos resultados e da conclusão.
Justifica-se a escolha do tema pela atualidade e pela relevância social da discussão sobre desinformação. Em um período no qual boa parte das pessoas se informa principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens, entender como boatos se espalham e como afetam tanto a política quanto o trabalho de quem produz informação torna-se essencial para estudantes, profissionais da comunicação, gestores públicos e para a sociedade em geral. Além disso, o tema dialoga diretamente com os conteúdos discutidos na disciplina de Tópicos Avançados, que aborda justamente as transformações provocadas pelas tecnologias no mundo do trabalho contemporâneo.
Gomes e Dourado (2019) reforçam essa relevância ao mostrarem que a disputa política contemporânea deixou de ser apenas uma disputa por votos e passou a ser também uma disputa por narrativas e versões dos fatos, o que torna o estudo dos boatos e das fake news uma tarefa urgente tanto para o jornalismo quanto para a ciência política. Segundo os autores, esse cenário produz uma verdadeira crise de confiança nas instituições responsáveis por dizer o que é verdadeiro, como o jornalismo, a ciência e a própria Justiça Eleitoral, o que reforça a necessidade de estudos como este, capazes de relacionar tecnologia, trabalho e política de forma integrada.
1.1 Objetivo geral
Compreender de que maneira os boatos, ampliados pelas tecnologias digitais, influenciam os rumos da política e transformam o trabalho de profissionais ligados à produção e à verificação de informações, como jornalistas e pesquisadores.
1.2 Objetivos específicos
a) explicar como as tecnologias digitais contribuem para a rápida propagação de boatos na sociedade;
b) analisar situações concretas em que boatos tiveram repercussão sobre processos políticos, com destaque para o cenário eleitoral brasileiro;
c) refletir sobre as mudanças provocadas na rotina de trabalho de jornalistas e cientistas diante do avanço da desinformação digital;
d) discutir caminhos possíveis, como a educação midiática e a checagem de fatos, para reduzir os efeitos negativos dos boatos sobre a democracia.
2 METODOLOGIA
Este artigo utiliza uma abordagem qualitativa, construída a partir de revisão bibliográfica sobre boatos, fake news, tecnologias digitais e seus efeitos na política e no trabalho de comunicação. Foram consultados artigos científicos publicados em periódicos nacionais, com foco em pesquisas recentes sobre desinformação e democracia no Brasil.
A seleção dos textos levou em conta estudos que discutem casos de boatos com repercussão política relevante, principalmente em contextos eleitorais, além de pesquisas que analisam o impacto da desinformação sobre a confiança da população nas instituições. A partir da leitura desses materiais, foram organizados os principais pontos em comum entre os autores, permitindo construir uma discussão sobre o tema de forma simples e acessível.
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 O que são boatos e por que se confundem com fake news
Um boato pode ser definido como uma informação que circula entre pessoas sem que exista uma confirmação clara sobre sua veracidade. Muitas vezes, o boato nasce de uma interpretação equivocada de um fato real, de um exagero ou de uma informação incompleta que vai sendo alterada à medida que passa de pessoa para pessoa. Já a expressão fake news costuma ser usada para se referir a conteúdos criados de forma intencional, com o objetivo de enganar quem os recebe.
Na prática, porém, essa diferença nem sempre é fácil de perceber, especialmente nas redes sociais, onde boatos antigos podem se transformar em fake news quando são reaproveitados de forma estratégica. Cunha Filho, Carvalho e Carvalho (2023) chamam atenção para o fato de que a própria falta de um conceito único sobre fake news dificulta tanto a criação de leis específicas quanto o desenvolvimento de estratégias eficazes de combate ao fenômeno. Essa imprecisão conceitual também atrapalha o trabalho de jornalistas e pesquisadores, que precisam decidir, muitas vezes sob pressão de tempo, como classificar e tratar cada conteúdo suspeito.
Gomes e Dourado (2019) ajudam a entender esse imbróglio conceitual ao destacarem que boatos, mentiras e fake news compartilham uma mesma base, que é a produção ou alteração de fatos com o objetivo de disputar a atenção e a confiança do público. Para os autores, o termo fake news carrega ainda um elemento particular, associado à ideia de notícia, pois esses conteúdos costumam se apresentar com uma aparência de relato jornalístico sério, ainda que, na prática, boa parte das histórias falsas analisadas por eles não tenha reproduzido fielmente o formato das notícias tradicionais. Essa observação mostra que classificar um conteúdo apenas pela aparência é insuficiente, o que reforça a importância de um trabalho de checagem qualificado.
3.2 Tecnologias digitais e a nova velocidade da informação
As redes sociais e os aplicativos de mensagens mudaram completamente a forma como a informação circula. Antes, uma notícia falsa demorava a se espalhar e podia ser corrigida com relativa facilidade pelos veículos de imprensa. Hoje, uma mensagem de WhatsApp ou uma publicação em uma rede social pode alcançar milhares de pessoas quase instantaneamente, sem passar por nenhum tipo de checagem prévia.
Santos e Andrade (2025) mostram que essa velocidade de propagação está diretamente relacionada ao aumento da desconfiança da população em relação aos meios de comunicação tradicionais. Quando as pessoas recebem constantemente informações contraditórias, torna-se mais difícil saber em quem confiar, o que enfraquece atitudes importantes para a democracia, como o respeito à pluralidade de opiniões e a aceitação de resultados eleitorais legítimos. Esse processo também impõe uma nova carga de trabalho às instituições e às empresas de comunicação, que passam a precisar monitorar constantemente o que circula nas redes para tentar conter danos maiores.
3.3 Boatos e política: o caso das eleições brasileiras de 2018
As eleições brasileiras de 2018 são frequentemente citadas como um marco na discussão sobre desinformação e política no país. Durante o período eleitoral, circularam nas redes sociais diversos boatos sobre candidatos, propostas e instituições, muitos deles distribuídos de forma organizada por meio de aplicativos de mensagens.
Grizenti, Barros e Resende (2025) destacam que, embora seja difícil provar que os boatos tenham decidido sozinhos o resultado das eleições, eles certamente contribuíram para piorar a qualidade do debate público. Em vez de discutir propostas de governo, parte significativa da conversa política passou a girar em torno de desmentir ou confirmar boatos, o que consumiu tempo e atenção tanto dos eleitores quanto dos profissionais responsáveis por checar essas informações. Isso mostra que os boatos não afetam apenas o resultado final de uma eleição, mas também o próprio processo de formação da opinião pública ao longo da campanha.
Um exemplo concreto dessa dinâmica é apresentado por Gomes e Dourado (2019), que analisaram um conjunto de histórias falsas sobre suposta fraude nas urnas eletrônicas, disseminadas amplamente em outubro de 2018, no período que antecedeu o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo os autores, essas histórias foram compartilhadas milhões de vezes em redes sociais e aplicativos de mensagens, mobilizando emoções como indignação e medo, mesmo sem qualquer comprovação. Outro caso citado pelos mesmos autores é o episódio conhecido como “kit gay”, boato relacionado a um suposto material escolar sobre diversidade sexual, que ganhou grande repercussão eleitoral mesmo tendo sido desmentido por diversas checagens.
Gomes e Dourado (2019) também chamam atenção para um fenômeno que os autores denominam de epistemologia tribal, que ocorre quando parte da população passa a considerar verdadeiro aquilo que reforça suas próprias convicções políticas, e falso tudo aquilo que as contraria, independentemente das evidências apresentadas por jornalistas ou cientistas. Esse comportamento ajuda a explicar por que boatos desmentidos várias vezes continuam sendo compartilhados, o que torna o trabalho de checagem ainda mais desafiador e evidencia que o problema não é apenas tecnológico, mas também social e político.
3.4 O trabalho de jornalistas e cientistas diante da desinformação
Um dos efeitos mais visíveis da propagação de boatos é a mudança na rotina de trabalho de jornalistas. Além de apurar e redigir notícias, esses profissionais passaram a assumir também a função de verificar boatos que circulam nas redes, o que exige o uso de novas ferramentas tecnológicas de monitoramento e checagem de fatos, muitas vezes em tempo real.
Esse movimento também chegou ao campo científico. Pesquisadores da área de ciência política e comunicação passaram a estudar a desinformação como um objeto de pesquisa importante, buscando entender como ela se espalha e quais são seus efeitos sobre a democracia. Silva (2023) defende que as fake news devem ser compreendidas como parte do repertório contemporâneo de ação política, ou seja, como uma ferramenta que passou a ser usada de forma estratégica por diferentes grupos interessados em influenciar debates públicos. Isso significa que compreender e enfrentar boatos deixou de ser uma tarefa isolada de checadores de fatos e passou a fazer parte do trabalho de diferentes profissionais, incluindo educadores, gestores públicos e pesquisadores.
3.5 Boatos, tecnologia e o futuro do trabalho ligado à democracia
A relação entre boatos, tecnologia e trabalho tende a se intensificar nos próximos anos, à medida que novas ferramentas digitais, incluindo inteligência artificial, tornam ainda mais fácil produzir e distribuir conteúdos falsos ou distorcidos. Isso exige que profissionais de diferentes áreas desenvolvam novas competências, como a capacidade de identificar sinais de manipulação em textos, imagens e vídeos.
Ao mesmo tempo, esse cenário abre espaço para a criação de novas funções de trabalho voltadas especificamente para o combate à desinformação, como equipes de checagem de fatos dentro de veículos de comunicação, órgãos públicos e universidades. Essas mudanças mostram que a tecnologia não apenas potencializa os boatos, mas também obriga a sociedade a reorganizar o trabalho voltado à defesa da informação confiável e da própria democracia.
Esse movimento também impacta a formação profissional. Cursos de jornalismo, comunicação social e ciências sociais têm incluído, com mais frequência, disciplinas voltadas à checagem de fatos, à alfabetização midiática e ao uso crítico de tecnologias digitais. Ou seja, lidar com boatos deixou de ser apenas uma habilidade técnica e passou a ser também um conteúdo formal de ensino, o que reforça a ideia de que tecnologia, trabalho e educação caminham juntos na tentativa de reduzir os efeitos negativos da desinformação sobre a política.
3.6 Educação midiática como ferramenta de trabalho e de cidadania
Além das mudanças nas rotinas profissionais, a educação midiática aparece como uma peça central para reduzir os efeitos dos boatos sobre a política. Educação midiática pode ser entendida, de forma simples, como o conjunto de conhecimentos que ajudam as pessoas a interpretar, avaliar e usar de forma crítica as informações que recebem, especialmente pela internet.
Quando a população tem mais familiaridade com esse tipo de conhecimento, torna-se mais difícil que um boato simples ganhe grande repercussão, pois as próprias pessoas passam a desconfiar de mensagens sem fonte clara, a verificar datas, a procurar a origem de imagens e a comparar diferentes veículos de notícia antes de acreditar ou compartilhar um conteúdo. Esse tipo de comportamento, embora pareça individual, tem efeito coletivo sobre a qualidade do debate político, pois reduz o espaço para que boatos se transformem em consenso social sem qualquer base factual.
Do ponto de vista do trabalho, investir em educação midiática também significa criar oportunidades profissionais ligadas à formação de outras pessoas, como oficinas em escolas, materiais educativos produzidos por universidades e campanhas de orientação promovidas por órgãos públicos durante períodos eleitorais. Assim, a educação midiática não deve ser vista apenas como uma solução para o cidadão comum, mas também como um campo de trabalho em expansão, que reúne jornalistas, educadores, pesquisadores e profissionais de tecnologia em torno de um mesmo objetivo: fortalecer a democracia diante da desinformação.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partir da revisão realizada, é possível perceber que os boatos, quando potencializados pelas tecnologias digitais, têm real capacidade de influenciar o rumo da política. Eles contribuem para moldar percepções sobre candidatos e instituições, alimentam agendas de discussão nas redes sociais e podem, em alguns casos, interferir até em decisões institucionais, à medida que autoridades e órgãos públicos se veem obrigados a reagir publicamente para desmentir informações falsas. Essa leitura está alinhada ao que defendem Gomes e Dourado (2019), para quem os boatos e as fake news não devem ser tratados como um problema isolado do jornalismo, mas como uma questão essencialmente política, que atinge diretamente a credibilidade das instituições responsáveis por arbitrar o que é verdadeiro em uma sociedade democrática.
Ainda assim, esse impacto não é automático nem igual em todos os contextos. Ele depende de fatores como a credibilidade das fontes envolvidas, o alcance das plataformas utilizadas para disseminar o boato e a capacidade de resposta rápida das instituições e dos profissionais de comunicação. Nos casos em que existe uma estrutura consistente de checagem de fatos e de comunicação institucional, os efeitos dos boatos tendem a ser mais limitados. Por outro lado, em contextos de baixa confiança institucional, mesmo boatos simples podem gerar grande repercussão política.
No que diz respeito ao trabalho, observa-se uma tendência clara de ampliação das funções ligadas à checagem de informação e à educação midiática, tanto no jornalismo quanto na pesquisa científica. Isso indica que lidar com boatos deixou de ser uma tarefa pontual para se tornar parte permanente da rotina de diferentes profissões relacionadas à comunicação e à gestão pública.
Outro resultado que merece destaque é a percepção de que a tecnologia, embora seja frequentemente apontada como vilã nesse processo, também oferece ferramentas importantes para o enfrentamento dos boatos. Sistemas de monitoramento de redes sociais, aplicativos de checagem colaborativa e algoritmos capazes de identificar padrões de disseminação de boatos são exemplos de como a própria tecnologia digital pode ser usada a favor da democracia, desde que exista investimento adequado e profissionais capacitados para operá-la. Esse duplo papel da tecnologia, como parte do problema e como parte da solução, reforça a importância de pensar o tema de forma equilibrada, sem atribuir à tecnologia, isoladamente, toda a responsabilidade pelos efeitos negativos dos boatos sobre a política.
Por fim, a discussão realizada neste artigo indica que os boatos, o trabalho e a tecnologia formam um conjunto de elementos interligados, que não podem ser analisados de forma isolada. Compreender esse conjunto é fundamental para que instituições, universidades e profissionais da comunicação consigam propor respostas mais eficazes diante da desinformação, sem depender apenas de soluções pontuais ou de caráter emergencial.
5 CONCLUSÃO
Retomando a pergunta que orientou este artigo, conclui-se que sim, os boatos, quando potencializados pelas tecnologias digitais, têm potencial de influenciar os rumos da política. Eles afetam a forma como as pessoas percebem candidatos e instituições, interferem na qualidade do debate público e, em alguns casos, chegam a provocar reações institucionais concretas. Como bem sintetizam Gomes e Dourado (2019), trata-se, no fundo, de um problema político, e não apenas de um problema de má qualidade do jornalismo, o que reforça a necessidade de respostas que envolvam também a política, as instituições e a educação, e não somente a tecnologia.
Ao mesmo tempo, ficou evidente que esse fenômeno também transforma o trabalho de jornalistas, pesquisadores e gestores públicos, que precisam desenvolver novas competências ligadas à checagem de fatos e ao uso crítico das tecnologias digitais. Assim, tecnologia, trabalho e política aparecem como três elementos profundamente conectados na sociedade atual, e o enfrentamento dos boatos exige investimento conjunto em educação midiática, fortalecimento institucional e valorização do trabalho de checagem de informações, como forma de proteger a qualidade da democracia.
Este estudo tem limitações que precisam ser reconhecidas, já que se baseia em revisão bibliográfica e não em pesquisa de campo direta com jornalistas, eleitores ou gestores públicos. Ainda assim, a discussão realizada contribui para organizar, de forma acessível, um panorama sobre como boatos, tecnologia e trabalho se relacionam na política brasileira recente.
REFERÊNCIAS
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GOMES, W. da S.; DOURADO, T. Fake news, um fenômeno de comunicação política entre jornalismo, política e democracia. Estudos em Jornalismo e Mídia, v. 16, n. 2, p. 33-45, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5007/1984-6924.2019v16n2p33.
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SILVA, J. M. Fake News e o Repertório Contemporâneo de Ação Política. Dados – Revista de Ciências Sociais, v. 66, n. 2, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/dados.2023.66.2.301.
[1]Mestranda do Centro Universitário Alves Faria (UniALFA), disciplina de Tópicos Avançados, sob orientação da Professora Thami Covatti Piaia.